Hoje fazem dez anos que eu chegava. E você não estava, mas voltava. Seu celular carregava, eu comia e descansava, te esperava, não sabia, não sonhava. Não imaginava, que de novo, mudaria, eu mudava. Desconfiei, procurei e aguardei, mas não liguei. Fui jogar, desligar. Deu onze, e sem seu bronze, avancei. Liguei pra ela e pra ele, perguntei, não gostei e disfarcei. Acalmei: - ela chega, te aviso. Sem sorriso. Apelei. Fui no tio, ajuntamos, procuramos, desarmamos, desabei. Muito, eu nem chorei, respirei, levantei, avisei, avisei e avisei, esperei, reconheci, choquei, assinei, nem comi. Dia foi, noite vêi. Revirei, não dormi, fingi, acolhi, resignei - falei com a prima. Era nossa sina, na vida: calejei. Desisti, fiquei, tentei ir, me cansei, apeei, desci, duvidei. Enrolando, fui levando, reconstruindo, enganando, caminhando... e até hoje não cheguei.