Abandonado o menino danado. Nada de
nada fazia, coisinha ou outra só, nada demais, nada de menos. Nadava, de nada a nada mergulhado no abandono,
e quando lá pousava, na terceira margem, seco, pés sujos de lama, corria no
mato danado, mas nada havia, nada o via, nada alcançava. Claro, lá nada havia! Tava nada lá! Nada tava nele, e não lá! Que é que queria encontrar? Nada!?
De nada adiantava nadar, fosse que lado fosse, sabia! Disso sabia, mas nada de nadar o fazia deixar. Teimoso, sempre nadava, nadava sempre. Nadando, nunca desistia. Em nadando, se
sentia, existia. Não nadasse que faria? Nada é quem não faz nada,
pensava. Quem nada faz, faz! E se abandonava, em nada nadando, nadando em nada, abandonada. Menina danada, menino do nada.
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