terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

talk

...você tá aí? Acordei com vontade de saudade e queria conversar com alguém, imaginar como seria... você, nós, eles.
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...ta aí?
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...me responde!
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É que eles também não estão, se foram, todos. Chamei aqui mas ninguém não aparece, nem alguém. já se foram. Cê sabe deles? Souber me fala, tá. Tenho de ver umas coisas, dividir, combinar uns passado pra gente fazer junto...rs
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...oiiiiiiiiiiiii
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Ah, tô melhor, avisa aê, foi coisa boba. Vida é a gente, Outro é motivo que não deve, embora seja. Os outros que devem são quem são...e a gente sabe... ôôôÔ, e a gente, como sabe! Dor é medida, amor é palavra. Eu já medi, com vocês, lembra? ...então,, resto do mundo fica baixo depois, besta... cês tinham de ver... Fosse o contrário, ficassem, vocês, ces iam notar como o resto resta bem pouco depois disso... sobra até.. é quase só útil, de uso pra viver, rsrss... ultimamente ando é rindo... aff, mediocridade... Disso, agradeço até meu pai. motivo bom foi todos, foi nós - quando - Todos, quando plurávamos. Lembro direto dagente. Ali era!, e era mesmo!
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Ow, então tá! :/
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Ahh...tava rindo ontem...rs ...Lembrei de quando foi para São Paulo, e brinquei que quisesse que não voltasse. Você quase que não voltou mesmo, e voltou: provou que me amava, medimos juntos, ce viveusse até eu voltar. Me esperou...mas depois não esperou. Esperasse eu tinha ido também. Chata. Queria que fosse, ainda, é o que eu queria.
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tá aí mesmo não, né!
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Foi-se?
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Me chama aqui amanhã, ou quando quiser - fala com os meninos também. Só chamar, qualquer hora, que vou. Saudade do cês. Mesmo que não houver nada eu vou... precisa preocupar não! ...só pra trocar ideia mesmo, . Tá!? Não esquece de me chamar...se pá até fico de vez, dAí a gente conversa...sempre! :)

Beijo.

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

Conversa de botas batidas

Conversa,
de bota,
com meus irmãos,
é a restante,
minha cota.

Amor, em abraço sem cheiro, desbota.

Nossas, são as botas que vadiam em outras rotas,
Tortas, que botam vidas noutras rosas, mortas,
como um cavaquinho de poucas notas
- que mesmo sem choro -
me embota,
desloca,
e meu rumo, perdido denota.

Um pretume, sem cota
me corta, me anota,
rabisca - num canto:
vida ímpar - sozinha - canhota.

terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

sonhástico

Um gato morreu de rir do coelho.
Meus sonhos tem feito poesia,
só pode.
Poesia barata, infantil, não sei,
mas tem.

Que tem, tem!

Num meio feio de uma rua qualquer:
um bob esponja fumante,
um coelho - o abel do ursinho poof -
e um gato - tipo garfield, mas que não era ele -
e que morre de rir quando o coelho lhe conta uma piada
e volta, ressuscita, explicando a situação, dizendo:
- Abel, sua literatura é medíocre, mas as piadas são demais!

Mudo

Não sei se eu seria o que sou não fosse o que fui,
mas trocaria as dores que me fizeram por um bocado de não ser.
Nesses pensamentos do que eu seria ou não
- não fosse o tudo que me ocorreu -
escrevi esse poema pro João.

Falasse e abraçasse ele ainda por aí - tenho certeza -
esses textos seriam um não.
Trocaria, claro,
palavras por um irmão.

em círculos

Como procurasse algo que ser, andava - quase sempre - a olhar para o chão. Não sabia o que, onde, nem o senão daquele olhar concentrado, mas queria achar. Procurava. O caminho. Esse se produzia na hora, no passo, no levantado do pé, que antes de sair do chão pouco sabia onde calharia retornar. Contudo, menos que a cabeça os pés não sabiam. Que essa tinha – por convenção ou vocação – de saber - sempre - das coisas do mundo. Todo. O caminho. Esse era feito feito fosse produzido na hora, como agora repito. Dava voltas. À lugar nenhum é que ia. Rondilhava, seu andar era como os textos que escrevia, textos sem mares, nunca chegavam a lugar algum. Algum, por sinal, era sentido que às vezes tinham aqueles escritos que escrevia. Não, na maioria das vezes. Escrevia e andava feito fosse a vida, e adorava esses tais de feito fosse, adorava escrever feito fosse por que achava feito fosse muito bonito de falar. Se funcionava na escrita, disso não sabia. Acho que você já notou: de nada ele sabia. Fazia tudo feito fosse fazer, mas não fazia era nada. Vivia feito fosse viver, e morria. Fosse a morte revogada nem sua vida teria final, ele não tinha acabativa; seria feito fosse seus textos, seu caminhar na calçada ou no sonho. Nada era nada: vivia feito fosse sonhar, sonhava feito fosse viver, beijava feito fosse amar, mas amava feito fosse perdido: de preferência o que já houvesse perdido. Como cachorro contra o próprio rabo a correr, rodava. Feito fosse...