sexta-feira, 11 de outubro de 2013

Legado

E eu que já pus nas mãos de Deus, sob a pena de não mais nele acreditar, a vida de meu pai. Desculpe-me, pai, foi o máximo que pude fazer para te deixar partir. Junto contigo foi se o resto dessa minha crença, enquanto comigo ficaste a dor, o peso do mundo – agora ainda mais pesado, e a liberdade: a liberdade de um por eu, só. Obrigado, pai, por ter ido com Deus. Legaste-me a liberdade. Deste-me, assim, novamente, a vida.

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