Ao contrário de alguns meses atrás, dessa vez eu optei por fingir, isso, dissimular mesmo. É que olhando bem, com bastante cuidado e, ora bolas, por que não, com a grande experiência adquirida, percebi que só se volta a viver desvivendo. Foi assim outras e já muitas vezes e, a despeito do cansaço, é assim que tem de ser, e de novo. Um sorriso aqui, outro ali, um estamos levando acolá e a galera fica satisfeita (a gente também, mas não se pode admitir), e assim, de fato, a gente vai vivendo, ou desvivendo, confesso que ainda não sei.
É que quando a dor é muita, a falsa vida é a vida, porém, quando a dor tá adormecida, a falsa vida é a vida também (só que nesse caso a gente finge que acredita e sorri pra geral). A gente (e uso gente por que a gente não é mais pessoa, mas só coisa depois de tanta perda) a cada dia que passa, sorri cada vez mais e escreve cada vez menos. Por quê? Por que é assim que as coisas são, afinal, a vida é bonita é bonita e é bonita.
Ah, claro, e tem outro motivo: a vida é bonita e sempre será, enquanto a gente fica feio. Isso, feio. Feio a cada vez que fica triste em público, a cada festa que deixa de ir por que desanimou, a cada postagem chata pra caralho que enche a timeline alheia de choração passada, afinal, já fazem 5 meses, ou 2 anos, ou 3 ou 9 anos... e esse menino não pára com essa choração: vai procurar um psicólogo, porra!
- Ah, tadinho, é mesmo, eu havia me esquecido, agora ele ta chorando pelo outro, ou pela outra? ai, não sei, quem morreu agora por último? Deixa eu ver a última postagem dele. Uai, estranho, pra mim o pai tinha morrido há mais tempo. Olhando aqui parece que foi ele o último. - Ele? Ele morreu? Não, acho que não. Ele tá bem, tá feliz!
Enfim, o fato é que a gente tem de sorrir, e é muito por que a gente mesmo quer. Isso, é verdade, a gente quer, já que nós gostamos da vida, até por que, se a gente não gostasse, você acha que eu tava aonde? Mas a questão é que tem dia que cansa, e aí, meu amigo, foda-se o Facebook e a porra toda, afinal, só clica nesse link quem quer, já que ultimamente, no público, eu compartilho só alegria... Viveeeeerrr, e não ter a vergonha de ser feliz, cantar e cantar e cantar...
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