quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Silêncio, por favor.



Às vezes. Não. Muitas vezes. Alias (e pra ser sincero) quase todo tempo tenho tido muita preguiça daquilo que qualquer pessoa possa dizer sobre o que tenho passado. Duvido que seja pelo prazer de discordar, afinal, nunca fui de ser "do contra". Conciliador, andei quase sempre no caminho do meio, mesmo quando discordava, sobretudo nas coisas corriqueiras. Nunca gostei do preço que se paga por emitir sua real opinião sobre as coisas. Porém, dessa vez, definitivamente eu não estou com a menor paciência para frases feitas. Alias, dada a infeliz frequência dos eventos, qualquer frase ou é cansativa, clichê, ou repetida. Tenho a impressão de que já ouvi tudo, absolutamente. É sempre alguma coisa parecida com qualquer outra que alguma pessoa já me disse. Não é pretensão ou pesquisa, é experiência, infeliz, mas ainda sim experiência. Não há nada de novo naquilo que qualquer pessoa possa me dizer, seja ela cética, compreensiva, religiosa, otimista, kardecista, racista, fascista, humorista, etc. Ainda que não exatamente, mais ou menos eu já sei o que vou escutar, muito embora as repetições literais não sejam raridade (com os mais velhos então, é cada uma que vocês não sabem o que eu passo). Sócrates que me desculpe, mas eu sei.

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