sexta-feira, 20 de julho de 2012

A casa




Diante da tristeza e melancolia do domingo a noite,
tão real e tão sincera,
o restante da semana parece falso, mentiroso e ilusório.
Festas, risos, gargalhadas e amigos.
“Quem me vê sorrindo pensa que estou alegre”.

Em casa a verdade aparece,
Clara e real,
Em oposição a falsidade da rua
Alegre e feliz, fugaz e banal.

Agente vive duas vidas,
Se ilude duas vezes,
Acha falsa a alegria da rua,
E insuficiente a tristeza da casa.

Dá vontade de parar,
De sumir,
De chorar,
De não voltar,
Mas ninguém entenderia... as pessoas nunca entendem
Pensam que estou bem ao me verem na rua... aff

Elas não conhecem a realidade da casa.

sexta-feira, 13 de julho de 2012

Liberdade ou solidão?






- Não, ele não vai mais dobrar. Já pode até se acostumar que vai viver sozinho. Desaprendeu a dividir. Covarde, se esconde atrás daquela cara de vilão e não percebe o que tem de bom no viver. Não, não adianta, ele não vai mudar, não vai ceder. É ele e Deus até o final.

quinta-feira, 12 de julho de 2012

Breáco - Criolo

Ilustra, a seu modo, o assunto do post anterior.


"Só pode falar de vida quem vive
Só pode falar de sofrimento quem sofre
Só pode falar de amor quem ama
Só pode falar de flow que desenvolve"

Saudade, texto e objetividade

"A casa da saudade é o vazio
O acaso da saudade, fogo frio
Quem foge da saudade
Preso por um fio
Se afoga em outras águas
Mas do mesmo rio"


O texto é dimensão curta demais para dar conta de toda realidade. É físico, concreto e duro. Pretensioso, diz falar de tudo, explicar tudo, até o que nem mesmo ele sente. Ele não é gente! Algumas palavras não deveriam constar no dicionário. Tristeza, solidão, dor e saudade, por exemplo. É muita petulância que uma meia dúzia de palavras queira expressar um sentimento que é pessoal, universalizar o único. Beira o absurdo. Você já tentou explicar pra alguém algum tipo de sentimento? Tenta. Duvido que terminarás satisfeito nesse engenho. Vai é sair frustrado, contigo e com o ouvinte que, coitado, nem tem culpa. A dor sempre vence o texto, seja escrito, falado ou cantado.

Pensei em sugerir, assim como o fiz com "solidão" de Argemiro Patrocínio, que os dicionários devessem associar músicas, poemas, pinturas ou outras formas de arte ao significado de determinadas palavras com o objetivo de melhor definição. Mas o que estou dizendo com "com o objetivo" se a proposta é justamente o contrário? Que objetividade há em saudade, tristeza, solidão? A música, por si, ou ainda que associada a mil telas ou poemas não seria capaz de definir nenhuma daquelas sensações. A música, na verdade, deveria vir depois. Pois é essa a impressão que temos da arte, a impressão que de expressa nossos sentimentos muito melhor que nós mesmos. Portanto, não é possível inverter o processo. É como usar um remédio sem doença. Quantas vezes a canção ouvida diariamente ganha um novo sentido do dia pra noite? Não foi a música que mudou, foi você, que agora está infelizmente pronto pra compreender - um pouco mais - o que aquele pobre diabo sentia. A gente só sabe, sente, fica triste, e pronto. E ponto. Não nos peçam pra explicar, por favor.

segunda-feira, 2 de julho de 2012

Peito Vazio


Tem muito buraco pra preencher ainda, mas alguns, certamente morrerão profundos, doloridos (...)