A nossa contagem do tempo é diferente, nosso ano não termina em dezembro. O meu, aliás, já acabou há muito tempo. Será que foi só o ano? Para os outros, ou melhor, pra vocês, já se passaram 8 meses. Nossa, já fez um ano?, dirão. Para mim, à minha percepção, ainda é o dia seguinte a cada manhã.
Creem que estou melhor, mais animado. Ilusão? Não, mas uma realidade momentânea, passageira, uma resposta à demanda social. Na verdade, aqui dentro, a tristeza ainda é senhora, é ela que me possui e me toma quando quer, do mesmo jeito e com a mesma intensidade do dia seguinte. Pontualmente, a cada manhã, mostra-me esse vazio que é a minha realidade. Nesse instante, a cada acordar, todo o resto parece um sonho, uma falsa realidade, não mais que uma distração.
A sensação é a de que todas as minhas ações tem consistido apenas em um "não tentar pensar nisso", todo tempo, e nessas horas nada do restante tem a devida consistência. Apesar disso, em função do maldito tempo, vai se tornando mais difícil encontrar alguém pra conversar. Eu entendo por que para as pessoas é cada vez mais distante: foi um só velório, um abraço, um evento. O tempo vai corroendo a empatia e a compreensão dos primeiros dias, meses, talvez anos. Nada demais, nada anormal, pois compreensão e empatia, no limite do significado, nunca existiram, nunca existirão. Com o passar do tempo percebemos que só a escrita - por mim e por ela mesma limitada - desafoga (por pouco tempo). E assim nasce um blog.
Creem que estou melhor, mais animado. Ilusão? Não, mas uma realidade momentânea, passageira, uma resposta à demanda social. Na verdade, aqui dentro, a tristeza ainda é senhora, é ela que me possui e me toma quando quer, do mesmo jeito e com a mesma intensidade do dia seguinte. Pontualmente, a cada manhã, mostra-me esse vazio que é a minha realidade. Nesse instante, a cada acordar, todo o resto parece um sonho, uma falsa realidade, não mais que uma distração.
A sensação é a de que todas as minhas ações tem consistido apenas em um "não tentar pensar nisso", todo tempo, e nessas horas nada do restante tem a devida consistência. Apesar disso, em função do maldito tempo, vai se tornando mais difícil encontrar alguém pra conversar. Eu entendo por que para as pessoas é cada vez mais distante: foi um só velório, um abraço, um evento. O tempo vai corroendo a empatia e a compreensão dos primeiros dias, meses, talvez anos. Nada demais, nada anormal, pois compreensão e empatia, no limite do significado, nunca existiram, nunca existirão. Com o passar do tempo percebemos que só a escrita - por mim e por ela mesma limitada - desafoga (por pouco tempo). E assim nasce um blog.